O GDCR Lanhas manifestou esta terça-feira o seu desagrado com a arbitragem do último encontro frente ao MJ Póvoa (1-1) e com a antecipação do jogo entre o GDR Ribeira do Neiva e o GD Caldelas, numa fase decisiva da temporada da 1.ª Divisão, Série C da AF Braga.
Em comunicado, o clube de Lanhas começa por sublinhar o respeito institucional, mas não esconde a insatisfação relativamente à arbitragem de Bruno Ferreira que no seu entender prejudicou a sua equipa,
«Acreditamos que, fruto de decisões ajuizadas de forma incorreta, acabámos por sair prejudicados deste encontro», apontando para “um elevado número de lances decididos, na nossa opinião, de forma incorreta e com intervenção direta no resultado final».
Ainda assim, os responsáveis fazem questão de ressalvar que não procuram desculpas para o resultado. «Nunca fez parte da nossa forma de estar procurar desculpas para o insucesso, nem será agora que o faremos», pode ler-se, acrescentando que, nesta fase da época, «todas as decisões têm impacto decisivo na classificação final».
Outro dos pontos destacados prende-se com a antecipação do encontro entre Ribeira do Neiva e o Caldelas, um dos rivais diretos na luta pelo primeiro lugar. Segundo o clube, a decisão — apesar de legal — levanta dúvidas. «Questionamos, do ponto de vista ético-desportivo, a sua pertinência», afirmam os dirigentes, interrogando ainda «qual o motivo relevante» para a alteração da data e «qual a sua intencionalidade».
Apesar das críticas, o Lanhas faz questão de demonstrar confiança nas estruturas do futebol distrital, nomeadamente na AF Braga, liderada por Pedro Sousa, e no Conselho de Arbitragem, presidido por João Costa. O clube considera que têm sido promovidas melhorias no setor e acredita que a nomeação da equipa de arbitragem para o jogo antecipado se deve a uma «coincidência circunstancial».
«Acreditamos plenamente na competência, integridade e elevado nível da equipa de arbitragem, que certamente realizará um trabalho de excelência», refere a direção, sublinhando que apenas pretende «uma arbitragem íntegra que salvaguarde a verdade desportiva».
A terminar, o GDCR Lanhas reforça que continuará a pautar a sua atuação pelo respeito entre instituições e pelos valores desportivos. «Procuramos, em todos os momentos, ser exemplares dentro de campo», conclui a direção, deixando também uma mensagem aos adeptos para a defesa «firme» dos princípios do clube.
Recorde-se que o Ribeira assumiu na última jornada a liderança do campeonato com mais dois pontos que o Lanhas. As duas equipas estavam empatadas no topo da tabela classificativa.
Comunicado na integra.
O GDCR Lanhas vem, por este meio, pronunciar-se sobre alguns acontecimentos mais recentes.
Salvaguardaremos, sempre, o bom nome das instituições, mas também defenderemos o símbolo que representamos.
Seremos, sempre, uma instituição sempre fiel aos seus valores e à sua história, razão pela qual, respeitosamente, não podemos deixar de manifestar a nossa preocupação relativamente a alguns episódios.
No passado dia 12 de abril, deslocámo-nos ao terreno do MJ Póvoa, onde fomos bem recebidos.
Esperava-se um grande jogo entre o 1.º classificado e o 4.º da divisão em que nos encontramos — 1.ª Divisão, Série C —, acompanhados por um excelente trio de arbitragem, com provas dadas na nossa Associação.
Contudo, e reconhecendo que todos temos dias menos bons, quer jogadores quer equipas técnicas, acreditamos que, fruto de decisões ajuizadas de forma incorreta, acabámos por sair prejudicados deste encontro, com um elevado número de lances decididos, na nossa opinião de forma incorreta, em desfavor da nossa equipa e com intervenção direta no resultado final.
Nunca fez parte da nossa forma de estar a procurar desculpas para o insucesso desta coletividade, nem será agora que o faremos. Ainda assim, numa fase tão decisiva da época, importa lembrar que todas as decisões têm um impacto decisivo na classificação final.
Foi, por isso, com renovada surpresa que verificámos que um candidato direto na disputa pelo 1.º lugar, e em igualdade pontual aquando da marcação do jogo, antecipou o seu encontro em quatro dias, não jogando, dessa forma, em simultâneo com o jogo da nossa instituição.
Não colocando em causa a legalidade de tal ação, questionamos, contudo, do ponto de vista ético-desportivo, a sua pertinência.
Esse facto leva-nos, igualmente, a questionar qual o motivo relevante que motivou a realização do jogo entre o GDR Ribeira do Neiva e o GD Caldelas, quatro dias antes da data previamente estabelecida, bem como qual a sua intencionalidade.
Acreditamos firmemente no trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela nova direção da AF Braga, liderada pelo Dr. Pedro Sousa, bem como pelo Conselho de Arbitragem, liderado pelo Dr. João Costa, que têm promovido mudanças no sentido de elevar o nível das competições, da Arbitragem e da sua preparação para o presente e o futuro.
Por estarmos atentos a tudo o que de positivo tem sido implementado, acreditamos que a nomeação da equipa de arbitragem composta por Henrique Silva, Bruno Leite e Eduarda Matos, um trio altamente qualificado, para o jogo entre o GDR Ribeira do Neiva e o GD Caldelas se deve a uma coincidência circunstancial, ainda que envolva Bruno Leite, que, reforçamos, é um árbitro de elevado nível da nossa associação, com ligações naturais, decorrentes do exercício das suas funções, à instituição GDR Ribeira do Neiva, onde, inclusive, dirigiu o último torneio de verão ali organizado.
Com isto, o GDCR Lanhas pretende apenas afirmar que, ao contrário do que tem sido veiculado por algumas vozes, acredita plenamente na competência, integridade e elevado nível da equipa de arbitragem, que certamente realizará um trabalho de excelência e é isso, só isso e apenas isso que desejamos que aconteça, com uma arbitragem íntegra e que salvaguarde a verdade desportiva.
A nossa Direção, como sempre, pautar-se-á pelo respeito mútuo entre instituições e pela verdade desportiva.
Procuramos, em todos os momentos, ser exemplares dentro de campo, e é essa a mensagem que deixamos aos nossos adeptos, que tanto apelam à defesa firme dos nossos valores, deveres e direitos.







