“O objetivo é fazer melhor do que o quarto lugar”

A excelente prestação do Movimento Juventude (MJ) da Póvoa na última temporada, em que terminou no quarto lugar da série C da I Divisão da AF Braga, deixou “água na boca” aos adeptos para a nova época. O clube manteve praticamente todo o plantel e reforçou a equipa com sete caras novas, com o objetivo de lutar pelos primeiros lugares.

Carlos Tita, treinador do MJ Póvoa, assumiu a ambição de melhorar a classificação obtida na época passada, embora reconheça as dificuldades que a equipa vai encontrar.

“O objetivo é fazer melhor do que o quarto lugar da época passada. Sei que vai ser difícil, porque as equipas estão a reforçar-se muito bem. Nós também procuramos reforçar-nos, começámos mais cedo a pré-época, estamos a trabalhar mais e melhor”, afirma o técnico.

A temporada ganha ainda maior interesse pelo fato de três equipes garantirem a subida de divisão, cenário que aumenta a expectativa no seio do clube. Carlos Tita admite, no entanto, que ainda aguarda para saber em que série permanecerá a equipa e quais serão os adversários. “Pelo que ouvi, vão subir três equipes. Também não sei como vão dividir as séries, quais vão ser os adversários. Estou curioso para saber”, explica, garantindo que sua equipe está preparada para competir em qualquer cenário. “Penso que em qualquer série, vamos bater-nos de igual para igual com qualquer equipe”.

Um dos principais trunfos para a nova época é a continuidade. A maior parte dos jogadores renovou, permitindo manter uma base sólida e um grupo que se conhece bem. “A maior parte dos jogadores já está aqui há quatro épocas, por isso já temos uma base forte”, sublinha o treinador.

Para Tita, o ambiente vívido no grupo é uma das principais forças do Movimento Juventude da Póvoa. “Esse espírito de família é muito importante para nós. Se calhar, não ganha jogos, mas ajuda muito”, salienta.

Quanto à composição das séries, o técnico não esconde a preferência por continuar na série C, sobretudo pela proximidade geográfica dos adversários. “Eu preferia ficar aqui na série C porque, tirando Terras de Bouro e Gerês, que são deslocações mais longas, tudo o resto é aqui perto”, refere, acrescentando outra vantagem: “Já conheco os adversários”.