Carlos Pereira, conhecido por Cajó, chegou ao Porto d’Ave em janeiro do ano passado, tendo terminado na 3.ª posição do campeonato da Divisão de Honra, série A. A nova direção do clube decidiu manter a confiança no treinador para a nova época. Em entrevista ao Desportivo, Cajó fala dos objetivos para a temporada, da reformulação do plantel e da vontade de deixar a sua marca no clube.
Quais os objetivos para a nova época?
O que ambiciono é podermos crescer naquilo que é o nosso trabalho e o nosso processo. Sabemos a exigência que é representar o Porto d’Ave. É um clube dos grandes da AF Braga e nós queremos estar entre os grandes.
Num ano de muita transformação no clube?
Acaba por ser um ano de transição, mesmo em termos diretivos, com uma nova direção. Também optámos por fazer uma reformulação bastante profunda no plantel. Mantivemos os jogadores que entendíamos que queríamos, chegaram alguns novos, mas, basicamente, é um ano de transição. Podemos dizer que partimos quase do zero no nosso trabalho. Mas há um grande conhecimento, sobretudo daquilo que é o Porto d’Ave, a sua história, os seus adeptos, a exigência do clube e também o que é a divisão.
O plantel está fechado?
Neste momento, temos 20 jogadores. Normalmente, os plantéis têm sempre entre 22 e 23 jogadores. Também é esse o nosso objetivo. Até ao final da pré-época, podem entrar mais dois ou três jogadores. Mas, sobre aqueles que nós contratámos e os que continuaram cá, para além daquilo que nos acrescentam dentro de campo, também têm de se identificar muito com a cultura do clube e têm de ser jogadores que sejam a imagem do Porto d’Ave.
Que posições procura reforçar?
Poderá entrar mais um extremo, um lateral-direito e um jogador para o meio-campo.
Este é um plantel à imagem do treinador?
Optámos por um perfil de jogador que tenha essencialmente fome de vencer e de chegar mais acima. Normalmente, os jovens jogadores têm esse tipo de perfil. Ainda sonham muito com o futebol, querem alcançar outros objetivos e outros patamares. Portanto, escolhemos uma base de jovens, aliada a alguns jogadores com mais experiência, o que é perfeitamente normal. A ideia passa por criar uma base sustentada para que possamos trabalhar dois ou três anos seguidos, para que esses jogadores possam crescer e ganhar alguma maturidade. Mas acredito essencialmente que a mentalidade deles e a fome de querer ganhar vão juntar-se àquilo que é a cultura do clube.
E que marca gostava de deixar no clube?
Não quero ser mais um treinador que passou pelo Porto d’Ave. Quero deixar a minha marca, a minha imagem, o meu cunho naquilo que é o trabalho diário e a minha ambição no futebol. Tenho os meus sonhos, os meus objetivos, mas, independentemente de tudo, mesmo que não consiga atingir esse patamar, quero olhar para trás e ficar com o sentimento de que dei o meu melhor e o meu máximo pelo clube.







