
A direção do Vilaverdense FC vai avançar com uma providência cautelar junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), numa última tentativa para garantir que as equipas de formação possam competir com o nome do clube na época 2026/27.
Caso o pedido não seja aceite, a formação deverá competir sob a designação ADR Vila,
Vítor Silva, presidente do Vilaverdense FC, esclareceu ainda que o clube não está em risco de encerrar portas.
“Quero ressalvar que nunca disse que o Vilaverdense FC ia fechar portas”, afirmou o dirigente na conferência de impressa, realizada ao fim da tarde, para explicar a atual situação do clube.
Segundo o dirigente, o problema está relacionado com uma dívida de direitos de formação reclamada pela FIFA
De acordo com Vítor Silva, SAD procedeu à inscrição de quatro jogadores estrangeiros através da plataforma FIFA TMS. Para concluir os processos dos jogadores, era necessário apresentar documentação dos clubes de origem a declarar que prescindiam dos respetivos direitos de formação.
“Os documentos, ao que parece, existiam, mas não foram entregues”, explicou o presidente do Vilaverdense.
A FIFA terá posteriormente enviado um email a alertar para a necessidade desses documentos, mas, de acordo com Vítor Silva, não houve resposta por parte da SAD. O organismo avançou, então, com o processo relativo aos direitos de formação.
O Vilaverdense só terá tomado conhecimento da situação quando tentou inscrever um jogador para a formação no clube, na altura em que a dívida ascendia a cerca de 120 mil euros.
A direção tentou encontrar uma solução junto da Associação de Futebol de Braga, nomeadamente através do pagamento faseado da dívida, mas terá sido informada de que a FIFA exigia o pagamento integral.
“Disseram-nos que a FIFA não aceitava, só a pronto. E o facto de pagar a dívida não iria reverter os direitos desportivos dos juniores e seniores para o Vilaverdense”, explicou Vítor Silva.
Entretanto, surgiu a possibilidade de entrada de novos investidores na SAD, com o objetivo de garantir a continuidade da equipa sénior. Porém, a situação acabou por não se resolver. “No dia do sorteio soubemos que o Vilaverdense não se tinha inscrito. Depois, fomos informados que também não podíamos inscrever as equipas de formação”.
“O que está a acontecer é que existe um impedimento na FIFA que, pelo facto de o código do Vilaverdense ser igual ao da SAD, bloqueia as inscrições”, esclareceu o dirigente.
Ainda assim, o Vilaverdense pretende esgotar todas as possibilidades para manter o seu nome nas competições de formação.
“Vamos tentar que a formação continue a competir com o nome do Vilaverdense FC na época de 2026/27. Para isso, vamos avançar com uma providência cautelar junto do Tribunal Arbitral do Desporto. Não quer dizer que vamos ganhar o processo, mas vamos tentar”, afirmou o presidente.
Quanto às equipas de juniores e seniores, trata-se de um processo distinto. A direção só poderá tentar recuperar esses direitos desportivos depois de a SAD ser formalmente extinta.
“Há uma hipótese. No entanto, é necessário que a SAD seja declarada insolvente e feche as portas. Temos de apresentar uma certidão do tribunal e avançar com outro processo para recuperar os direitos desportivos”, explicou Vítor Silva.
Assim, para já, o futuro imediato da formação do Vilaverdense passa pelo recurso ao TAD, para garantir que a atividade desportiva possa obrigar e preservar a identidade do clube.








