Regresso à Honra com ambição e sem “loucuras”

Depois de uma época em que discutiu taco a taco a subida, o Ribeira do Neiva terminou o campeonato na segunda posição, com os mesmos 61 pontos do Lanhas, campeão da I Divisão, série C. O desempenho acabou por ser premiado com a promoção à Divisão de Honra, por ter sido o melhor segundo classificado de todas as séries, na sequência da desistência do Vilaverdense FC.

Dois anos depois, o clube está, assim, de regresso a um escalão que o presidente, Hélder Oliveira, considera ser o patamar adequado para o Ribeira do Neiva.

“Acho que é mais do que justo o Ribeira ter subido, olhando para a grande época que fez e com todas as controvérsias que aconteceram. Foram três equipas técnicas, houve também o despedimento do diretor desportivo e, portanto, não foi uma época tranquila”, começou por referir o dirigente. Para Hélder Oliveira, a promoção é também um prémio para os jogadores e para as últimas equipas técnicas. “Foi uma época atípica e, para esses jogadores e para as duas últimas equipas técnicas, esta subida é mais do que merecida”, acrescentou.

Com a subida de divisão, o clube não pretende, contudo, entrar em grandes mudanças. O plantel foi construído já a pensar num eventual salto competitivo. “Tínhamos feito um plantel competitivo e equilibrado, para pensar no título na I Divisão ou, caso subíssemos à Honra, ter uma equipa equilibrada para andar no meio da tabela”, explicou o presidente. Ainda assim, ficam “uma ou duas vagas abertas”, embora o clube só avance para novos reforços caso encontre jogadores que possam acrescentar qualidade.

A prioridade passa agora por garantir a manutenção. Hélder Oliveira rejeita qualquer tipo de pressão ou investimento desmedido. “Não vamos andar aqui a entrar em loucuras. Sabemos bem que a Honra é um patamar bem mais difícil e exigente”, afirmou. “Acabámos de subir e, portanto, o nosso foco será fazer sempre o melhor. Queremos uma equipa que jogue bom futebol e tentar ficar no meio da tabela para conseguir garantir a manutenção, que será o principal objetivo”.

O dirigente considera ainda que o Ribeira do Neiva tem condições estruturais e massa adepta para competir neste escalão. “Sempre disse que o Ribeira do Neiva tem estrutura e massa adepta para ser um clube de Honra, não mais do que isso, pelo menos de momento”, sustentou.

A subida implicará alguns encargos adicionais, sobretudo nas deslocações, mas o orçamento destinado ao plantel deverá manter-se. “Estamos preparados para estar na Honra, tranquilos, sem loucuras”, reforçou Hélder Oliveira, garantindo que a direção pretende manter a política financeira que tem seguido.

“Quem me conhece há alguns anos sabe que é assim que funciona: tranquilos e sem entrar em loucuras, porque essas loucuras depois têm consequências”, frisou, dando como exemplo clubes que fizeram investimentos elevados para atingir determinados objetivos e acabaram por enfrentar dificuldades. “E isso é algo que nós não queremos para o Ribeira Neiva”, concluiu.