O regresso do Terras de Bouro aos campeonatos da AF Braga é o resultado de um ano de intenso trabalho da direção liderada por Luciano Martins. O clube partiu praticamente do zero, mas conseguiu recuperar sócios, reunir patrocinadores, melhorar as condições das instalações e, sobretudo, preparar o regresso da equipa sénior à competição. “Tem sido um ano de muito trabalho. Um desafio muito grande, mas, ao mesmo tempo, gratificante”, resume o presidente.
Quando assumiu funções, há cerca de um ano, o clube tinha apenas 20 sócios pagantes. Agora, o número ronda a centena. “Triplicámos o número de sócios”, destaca Luciano Martins, que aponta também o crescimento do apoio empresarial e da população como um dos sinais mais positivos deste novo ciclo.
“Começámos quase tudo de novo, mas temos sentido um forte apoio da população e do nosso principal parceiro, a Câmara Municipal. Tem sido incansável”, elogia.
A recuperação do futebol sénior esteve desde o início entre as prioridades da direção.
“Não fazia sentido o clube continuar mais um ano sem competir com os seniores”, considera o presidente, que entregou a construção da equipa ao treinador Bruno Dias e ao diretor desportivo Pedro Oliveira. “Confiámos no nosso treinador e no nosso diretor desportivo e fez-se uma grande equipa”.
Uma das prioridades passou por recuperar jogadores que fizeram parte da equipa campeã de há três anos, sobretudo os naturais do concelho. “O meu objetivo principal foi conseguir os jogadores que foram campeões e, principalmente, os da terra. Conseguimos a maioria deles. Não conseguimos mais porque não houve hipótese”, explica.
A experiência à frente do clube trouxe também aprendizagens menos agradáveis. Luciano Martins admite que uma das situações a que ainda não se habituou é a falta de compromisso de alguns jogadores.
“Se uma pessoa me dá a sua palavra, é para cumprir e ponto final. Isso custa-me um bocadinho”, confessa. “Foi a parte que ainda estou a tentar interiorizar, porque não está a ser fácil”, acrescentou.
Quanto aos objetivos para a equipa, o presidente prefere não colocar a fasquia demasiado alta, mas exige competitividade. “Não digo ser campeões, porque isso não pedimos. Mas queríamos uma equipa competitiva, uma equipa que agradasse aos adeptos e que desse gosto ver jogar futebol”. É essa, garante, “a ideia principal” para a época de regresso.
“Mulheres são máquinas”
Na avaliação do trabalho desenvolvido pela direção, Luciano Martins faz questão de destacar o papel das mulheres que integram a estrutura. “Tenho que dar uma palavra de apreço muito grande às três mulheres na direção. São máquinas”. Cátia merece um elogio particular: “Tem feito um trabalho fora do normal. É uma mulher de guerra, nunca vi uma coisa assim”. Catarina e Lara são igualmente destacadas pelo apoio constante. “Estão sempre a apoiar, em tudo o que nos faz falta”.
O presidente reconhece, contudo, que nem todos os elementos da direção conseguem ter o mesmo nível de disponibilidade, sobretudo devido às responsabilidades profissionais e pessoais. Ainda assim, considera que existe um compromisso coletivo com a recuperação do clube.
Apelo aos adeptos
No regresso aos campeonatos, a mensagem final de Luciano Martins é dirigida aos adeptos e sócios. “Que venham ver os jogos, porque nós estamos muito empenhados e acho que vamos dar grandes alegrias”. E deixa uma garantia sobre o propósito da direção: “Estamos aqui para erguer este clube e esta terra”. Uma missão que, garante, será levada até ao limite. “Dependendo desta direção, vamos fazer tudo para que isto corra bem”, garantiu.







