O Maria da Fonte sagrou-se campeão de juniores da I Divisão. Com o triunfo, no passado dia 1 de maio, por 2-0, diante do Cabreiros, a formação marifontista somou 61 pontos, mais nove do que o Santa Maria B, quando faltam apenas duas jornadas para o final da Série A do campeonato da AF Braga.
O jovem treinador Gonçalo Moreira, de apenas 25 anos, foi o timoneiro que conduziu a equipa de regresso à Divisão de Honra. E esta não foi a primeira vez que alcançou tal feito: na época 2023/24, já tinha conseguido a subida dos iniciados à Honra.
Gonçalo trabalhou ainda como analista no Berço SC e como preparador físico no Este FC e no Porto d’Ave, antes de assumir o comando técnico dos juniores do Maria da Fonte.
Em entrevista à edição online do Desportivo, Gonçalo Moreira abordou a época de sucesso da equipa e garantiu que o grupo vai lutar agora pela presença na final da Taça.
Qual foi o segredo para este título?
Acho que não houve um único “segredo”, mas sim um conjunto de fatores que fizeram toda a diferença no final.
O trabalho diário, a consistência ao longo da época e a união do grupo foram fundamentais. Houve também um grande foco nos detalhes — preparámos ao pormenor vários jogos importantes — e, sobretudo, a capacidade de lidar com os momentos difíceis sem nunca perdermos o rumo. No fundo, foi a soma do esforço coletivo com a ambição de querermos sempre mais e melhor para sermos campeões no final.
Era um objetivo assumido desde o início da época?
Sim, foi sempre esse o objetivo desde o primeiro dia. A estrutura diretiva queria devolver os juniores do Sport Clube Maria da Fonte à Divisão de Honra e a meta passou sempre por conquistar o campeonato. Sabíamos que não seria fácil, mas trabalhámos para isso internamente e fomos encarando cada jogo com máxima concentração, sem euforias.
Em que momento percebeu que a equipa podia terminar em primeiro lugar?
Muito sinceramente, acreditámos sempre no primeiro lugar, mas penso que o momento mais decisivo — sem querer desvalorizar outros jogos importantes — foi a vitória em casa do Esposende. Esse jogo permitiu-nos ganhar uma vantagem pontual importante e deu-nos ainda mais confiança, porque percebemos que dependíamos apenas de nós. A partir daí, a equipa ficou ainda mais focada e determinada em manter o primeiro lugar até ao fim.
O campeonato foi competitivo?
Apesar de termos sido campeões com alguma vantagem pontual, considero que sim. Houve várias equipas fortes na luta pelos primeiros lugares e praticamente todos os jogos exigiram o máximo de nós. Quando se luta pelo título, deixa de existir margem de erro. Isso valoriza ainda mais a nossa conquista, porque tivemos de manter um nível muito alto do início ao fim, sem espaço para facilitismos. Foi a nossa consistência que nos levou ao título.
Estão também nas meias-finais da Taça. A dobradinha seria a cereja no bolo?
Conquistar a dobradinha seria algo histórico para o clube e para este grupo, mas neste momento o foco está totalmente nas meias-finais e no trabalho que ainda temos pela frente. Sabemos que não somos favoritos absolutos, mas já demonstrámos ao longo da competição que temos qualidade e carácter para competir com qualquer equipa. Representamos um clube com muita história e sabemos da responsabilidade que temos.
Aos sócios e simpatizantes do Sport Clube Maria da Fonte, deixo uma garantia em nome de todo o grupo de trabalho: vamos lutar ao máximo, com tudo o que temos, para honrar o símbolo que levamos ao peito, tal como temos feito ao longo da época. Queremos continuar a fazer história e dar-lhes mais uma enorme alegria no ano do centenário do clube.
Esta é uma geração com potencial para alimentar a equipa principal?
É uma geração com muita qualidade e com jogadores que têm bastante potencial.
O Maria da Fonte já está a trabalhar nesse sentido e isso foi visível ao longo da época: tivemos um júnior que se estreou na equipa sénior e vários outros atletas tiveram a oportunidade de treinar com a equipa principal.
Isso só demonstra que o clube está atento e apostado na integração destes jovens jogadores.
Fotos: Alexandre Ribeiro e Bruno Ismael Alves.









