CD Amares alerta para degradação das condições do campo

O Clube Desportivo de Amares apresentou, ontem, o plantel para a época 2026/27, num jogo de apresentação frente ao Necessidades FC, do Campeonato Popular de Barcelos. A equipa orientada por Tiago Gonçalves empatou a três golos.

Apesar de a formação do plantel e a constituição da equipa técnica terem decorrido sem grandes dificuldades, o presidente do CD Amares, João Oliveira, aproveitou a presença do Desportivo para deixar um alerta sobre as condições do parque desportivo municipal, particularmente do recinto de jogo.

“O que tem corrido menos bem é o défice que temos a nível das infraestruturas da parte do campo. Ou seja, temos as infraestruturas de apoio renovadas, mas, a nível do campo, está muito mal. Tivemos muita dificuldade em conseguir que estivesse minimamente jogável e é preciso aqui uma intervenção de fundo”, afirmou.

“Quem tem o dever de investir é o município”

João Oliveira defende que, caso o projeto do multiusos seja financeiramente inviável, deverá ser encontrada uma solução alternativa para o espaço.

“Como sabem, este é um parque desportivo municipal, é um espaço público, e quem tem o dever de gerir, fazer a manutenção e investir aqui é o município, não é mais ninguém. Nós, como é óbvio, fazemos aquilo que podemos. O CD Amares é o único que faz manutenção no recinto desportivo, com muito poucas condições, tanto financeiras como humanas e de equipamentos”, lamenta.

Perante este cenário, a direção do CD Amares admite mesmo procurar uma alternativa para realizar os jogos.

“Neste momento, a direção já ponderou mesmo procurar outro local para jogar. Utilizarmos as nossas instalações como sede e jogar noutro campo, porque isto assim é impossível”, revelou.

Multiusos ficou “em stand-by”

O presidente do CD Amares recorda ainda a promessa, feita há cerca de seis anos, de construção de um multiusos no concelho está na gaveta.

“Houve uma promessa para estes espaços para construir o multiusos do concelho. Essa vontade foi reforçada por este executivo durante a campanha eleitoral. No entanto, é público que esse projeto acabou por ficar em stand-by”, lembrou.

João Oliveira defende que, caso o projeto do multiusos seja financeiramente inviável, deverá ser encontrada uma solução alternativa para o espaço.

“A meu ver, sendo um pavilhão multiusos um projeto financeiramente impossível, como foi justificado por este executivo, temos de repensar e fazer aqui outro projeto.”

O clube já apresentou uma proposta que passa pela colocação de um relvado sintético, mantendo o projeto da pista de atletismo, e pela renovação do ringue para acolher outras modalidades.

“É importante dizer que isto seria o complexo desportivo municipal ao serviço de todas as associações, aberto a toda a comunidade. Podíamos pensar nisto como uma ‘mini rodovia’, ou seja, um parque desportivo aberto à comunidade, com gestão camarária.”

João Oliveira reforça que a prioridade deverá passar pela valorização das instalações municipais.

“É aqui que a Câmara tem de investir e não em outros projetos privados de outros clubes. O município deve dar prioridade àquilo que é seu.”

Ferros nos muros colocam em causa a integridade física

O presidente do CD Amares teme que a situação volte a cair no esquecimento e alerta para problemas que considera preocupantes.

“Felizmente, o município sempre se mostrou disponível para ajudar. Agora está bem, mas para a semana estará novamente cheio de ervas. Tenho ferros nos muros que colocam em causa a integridade física dos jogadores.”

João Oliveira termina com um apelo à intervenção da autarquia: “Isto precisa de uma intervenção de fundo. É este o alerta que quero deixar.”