As recentes ações de fiscalização levadas a cabo pelas forças de segurança têm gerado forte preocupação junto das associações desportivas do distrito de Braga.
A AF Braga está no centro de uma operação que envolve a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR), com inspeções regulares durante jogos das competições distritais.
Segundo informações recolhidas, estas ações já resultaram na aplicação de várias coimas, tanto a clubes como a pessoas singulares. O principal foco das autoridades prende-se com o cumprimento da Lei n.º 39/2009, recentemente alterada pela Lei n.º 40/2023.
Entre as infrações mais frequentemente identificadas estão a venda de bebidas alcoólicas em zonas não autorizadas, a ausência de licenciamento camarário para exploração de bares e ainda irregularidades relacionadas com a transmissão de conteúdos audiovisuais, nomeadamente direitos de autor associados à música e à exibição de jogos em televisores.
Esta ofensiva tem provocado um clima de grande descontentamento entre os clubes, sobretudo aqueles que competem nos escalões mais baixos.
Muitos dirigentes consideram que estas medidas colocam «em risco a sustentabilidade financeira das coletividades», cuja sobrevivência depende, em larga medida, das receitas geradas em dias de jogo, como a venda de bebidas e alimentos.
Fontes ligadas ao movimento associativo alertam que, «sem um enquadramento mais ajustado à realidade do futebol distrital», várias associações poderão enfrentar sérias dificuldades para manter a sua atividade.
Por outro lado, as autoridades sublinham que o objetivo passa por garantir o cumprimento da lei e promover maior segurança e transparência no contexto desportivo.
O tema promete continuar a marcar a atualidade do futebol amador minhoto, num equilíbrio delicado entre a exigência legal e a realidade financeira dos clubes.







