A Associação de Futebol de Braga (AF Braga) manifestou “profunda preocupação” com o aumento de episódios de violência registados recentemente no futebol distrital, alguns dos quais com consequências de “assinalável gravidade”.
Perante o agravamento da situação, a Direção da AF Braga reuniu de emergência para analisar o fenómeno e definir respostas concretas. Em comunicado, a associação reconhece um “aumento objetivo de situações de risco associadas à realização de jogos” e anuncia um reforço significativo das medidas de prevenção e segurança.
Uma das principais decisões passa pela criação da Comissão Distrital de Avaliação do Risco, Prevenção e Segurança nos jogos da AF Braga. Este novo órgão, considerado “instrumento central da política de prevenção” da associação, reuniu já pela primeira vez, contando com a participação dos Comandos Distritais da GNR e da PSP, bem como dos Conselhos de Arbitragem e de Disciplina da AF Braga.
Segundo a associação, esta comissão permitirá “identificar antecipadamente os jogos com maior risco potencial, classificá-los com base em critérios objetivos e, em articulação com as forças de segurança, determinar a adoção de medidas de prevenção reforçada”, incluindo policiamento obrigatório sempre que se justifique, embora dependente da disponibilidade de efetivos.
A AF Braga recorda ainda que, nos meses de outubro e novembro, promoveu reuniões institucionais com a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública, na presença dos respetivos comandantes distritais, o Coronel Carlos Nuno Morgado (GNR) e o superintendente António Leitão da Silva (PSP), com o objetivo de consolidar um modelo de trabalho conjunto assente “na prevenção, na antecipação de riscos e na atuação coordenada”.
A partir do dia 15 de fevereiro, todas as jornadas das competições distritais passarão a integrar uma caracterização prévia do respetivo grau de risco, bem como as medidas de segurança a adotar, em articulação com clubes, forças de segurança e restantes estruturas da associação.
No comunicado, a AF Braga deixa um aviso claro: “não hesitará em agravar medidas preventivas, disciplinares e sancionatórias”, incluindo a possibilidade de jogos à porta fechada, caso os comportamentos violentos persistam. “Seremos firmes e absolutamente implacáveis com a violência”, sublinha a direção.
A associação defende que “o futebol tem de ser um espaço de respeito, tolerância, educação e fair play” e garante que não aceitará que seja transformado “num palco de violência, agressão, medo e desumanização”.
Por fim, a AF Braga apela à responsabilidade de todos os intervenientes — clubes, dirigentes, atletas, treinadores, árbitros, adeptos e agentes desportivos — para que assumam “de forma consciente, ativa e comprometida” a defesa de um futebol distrital “seguro, saudável e sadio”.







